Entre um livro e outro da saga Outlander, li o último livro da saga Harry Potter. Ganhei de Natal e devorei o livro em um dia apenas. Então, vamos conferir o que acontece no 8º livro!
A primeira vista ficam várias perguntas: como assim?! Mas a história não acabou?! Mas o Lorde das Trevas não foi derrotado?! Outro vilão aparece?! Tenho que falar que evitei com todas as minhas forças o contato com qualquer tipo de spoiler do livro para que ele não perdesse a graça e deu certo. O livro é super legal! Só lembrando: spoilers no texto abaixo.
Para começar, apesar do Harry Potter no título, a história não gira em torno de Harry, mas de seu filho do meio Alvo. Para aqueles, que como eu, leram e releram os livros originais e assistiram e reassistiram aos filmes, sabemos que o "ponto final" das Relíquias da Morte se dá 19 anos depois da Batalha de Hogwarts, com Harry e Gina casados e com filhos, levando-os, inclusive, para pegar o trem de Hogwarts. E é exatamente ai que a Criança Amaldiçoada começa, na plataforma 9 3/4.
Alvo Severo Potter está indo para Hogwarts pela primeira vez, e é uma criança insegura por isso, tem medo do que pode acontecer na cerimônia de seleção e ir para a Sonserina. Óbvio que se ele fosse para a Grifinória não haveria motivo para o livro acontecer, então, sim, ele é selecionado para a Sonserina, o que o deixa inseguro também com relação à sua família, já que todos estudaram pela Grifinória, e acaba ficando super amigo de Escórpio Malfoy, filho do mala do Draco Malfoy, o que acaba não sendo exatamente fácil, pois são pessoas muito diferentes umas das outras, o pequeno Escórpio é um poço de fofura.
Importante destacar que os dois meninos são excluídos por algum motivo. Para Alvo, estar na Sonserina é algo que chama atenção por ele ser filho de Harry Potter, o bruxo da Grifinória que derrotou Aquele-que-não-deve-ser-nomeado. Já para Escórpio, os boatos que o cercam indicam que ele é filho do próprio Lorde Voldemort. Assim, vemos que a relação de ambos com suas famílias é turbulenta e são os problemas familiares que farão os meninos se meterem em confusões.
Ficamos sabendo também que após a Batalha de Hogwarts e a derrota de Voldemort, todos os vira-tempos do mundo bruxo foram confiscados e destruídos, justamente para evitar viagens pelo tempo para resgatar Voldemort. Entretanto, o Ministério da Magia não destruiu todos os vira-tempos como pensavam.
Alvo conhece Delfi Diggory, suposta sobrinha de Amos Diggory, que por sua vez é o pai de Cedrico Diggory, assassinado por Voldemort no Torneio Tribuxo no livro quatro, Harry Potter e o Cálice de Fogo. Amos quer que Harry, agora funcionário do Ministério da Magia e amigo pessoal da Ministra da Magia (ninguém mais do que a maravilhosa Hermione Granger), utilize um vira-tempo para salvar Cedrico. Harry se recusa a atender Amos, pois sabe dos perigos de uma interferência no passado.
Ouvindo a história toda, Alvo resolve ajudar o Sr. Diggory. Com a ajuda de Escórpio e Delfi, fazem a famosa Poção Polissuco e se transformam em Hermione, Harry e Rony para que possam circular livremente pelo Ministério da Magia e encontrar o único vira-tempo restante. Com o vira-tempo eles realmente voltam no tempo e tentam alterar o passado de forma que Cedrico Diggory não seja morto.
O problema, que não foi levado em consideração pelas crianças, é que cada alteração feita no passado provoca alterações no presente também. Assim, acompanhamos as andanças de Alvo, Escórpio e Delfi pelo tempo alterando e corrigindo o passado e suas consequências presentes; bem como os adultos desesperados em busca de seus filho e sobrinhos.
Enquanto isso, Harry volta a sentir sua cicatriz, que não doía há 19 anos. A preocupação de Harry é que Voldemort esteja voltando de alguma forma. Aí, você leitor, fica sem rumo por que você leu e assistiu a morte de Voldemort, certo?! Certo! Você começa a pensar que J. K. Rowling não é tão boa pessoa assim (brincadeira!).
Vamos evitar mais spoilers da história e partir diretamente para o final. Descobrimos que Delfi não é sobrinha de Amos Diggory, que todo o discurso de Amos foi feito sob a influência da maldição Imperius. Delfi é, na verdade, filha de Voldemort.
PAUSA PARA UMA PEQUENA OBSERVAÇÃO SÓRDIDA: Juro que fiquei chocada. Jamais poderia imaginar Voldemort a fim de fazer o necessário para gerar uma criança, ainda mais com Bellatrix Lestrange, que é revelada como a mãe da criança. Eca!
RETOMANDO... Tudo fica claro! Delfi foi criada por Comensais da Morte e usou Alvo para voltar no tempo a fim de que Voldemort não morresse. A dor na cicatriz de Harry não indicava o retorno do próprio Lorde das Trevas, mas sim de sua filha, a única pessoa no mundo com capacidade de odiar tanto quanto seu pai.
O livro é leitura fácil mesmo não estando como prosa. É necessário lembrar que ele está editado em formato de peça de teatro, por que está adaptado ao teatro lá em Londres. Mas isso não altera em nada o curso da história, que é bem surpreendente, como se pode ler acima. Além disso, foi um prazer imenso reencontrar personagens que gosto tanto (inclusive o professor Snape) e ver como a vida deles seguiu após os acontecimentos das Relíquias da Morte. Sou super a favor de mais livros da saga Harry Potter seguindo este estilo.
Sobre o livro:
Harry Potter e a Criança Amaldiçoada
J. K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne.
Editora Rocco
352 páginas

Nenhum comentário:
Postar um comentário