O livro promete suspense. As críticas prometem suspense. Mas a história não me pareceu tão cheia de suspense.
Atenção, spoilers adiante!
O personagem principal segue não identificado. Sabemos seu sobrenome, Smith, apenas; e é a partir do seu ponto de vista já como adulto, que somos transportados ao enredo.
Somos apresentados a uma série de personagens, todos conectados pela comunidade católica que frequentam e todos são bastante ortodoxos no que diz respeito à religião. O antigo padre, Wilfred, morre de forma inesperada e um novo padre mais jovem e progressista chega à comunidade.
Padre Bernard é tudo aquilo que o padre Wilfred não era: acessível, maleável e menos ortodoxo. Essas características se opõe às características da comunidade que atenderá, o que, inevitavelmente, causará conflitos.
Logo após sua chegada , a mãe de Smith propõe uma viagem religiosa a um lugar remoto no litoral inglês que já haviam ido com o padre Wilfred, chamado Loney. Sua esperança é que seu filho mais velho, mudo, seja curado na peregrinação ao santuário local.
A estadia dos hóspedes Moorings, casa antiga e conhecida dos personagens, é marcada por uma série de eventos misteriosos e por pessoas nada amistosas. Durante esse período segredos sobre a casa são revelado e um clima de tensão entre padre Bernard e a sra. Smith se instala, já que ela exige que ele aja como o padre Wilfred costumava agir.
Na tentativa de reconstruir os passeios passados, o grupo se depara com um local completamente diferente daquele que haviam conhecido, o que os frustra cada vez mais.
Smith e sei irmão Andrew conhecem pessoas locais que por algum motivo os querem longe dali. No último contato com os dói garotos, Andrew é levado por essas pessoas e ninguém, inclusive Smith, sabe exatamente o que aconteceu.
Tem suspense sim, há bastante tensão na leitura, entrando esperava mais clareza nas informações de história. Fica claro que a recuperação de Andrew não foi um milagre divino.
Depressão Pós Livros
Blog criado para extravasar meus sentimentos sobre minhas leituras. Ótimo para dicas de livros (bons ou não!).
quinta-feira, 6 de julho de 2017
LONEY
quarta-feira, 8 de março de 2017
OUTLANDER - ECOS DO FUTURO
Demorou, mas terminei o livro.
Como havia postado anteriormente, eu, particularmente, não via nem porque nem como prolongar a história ainda mais. O final do sexto volume foi bonito e para mim tava legal se aquele fosse o o ponto final. Porém, Diana Gabaldon (diva) conseguiu! São dois volumes, porém, vou misturar as informações em apenas uma postagem. Assim, vamos começar pelos nossos personagens favoritos: Jamie e Claire.
Eles realmente tentam voltar para a Escócia e se eles conseguissem não haveria motivo do livro existir. São atacados por piratas e acabam sendo obrigados a permanecer na América. Jamie, óbvio, acaba se juntando ao exército rebelde e participando de várias batalhas da independência norte-americana. Claire, Ian e Rollo o seguem por todos os lados, claro. Até que, por motivos de força maior, o trio finalmente se vê de volta à Escócia.
O retorno é um episódio interessante, pois não me senti propensa a gostar de Jenny como gostei nos primeiros livros (provavelmente por causa do casamento de Jamie e Laoghaire arranjado por ela), mas ela também não demonstra muita simpatia por Claire. O querido personagem de Ian Murray pai está doente, a beira da morte. E acabamos presenciando isto também.
Claire e Ian voltam para a América e Jamie permanece na Escócia até a morte do amigo, o que não demora muito para acontecer. Quando isto acontece Jamie finalmente retorna para a América com sua irmã a tira colo.
Vejamos o que acontece com o outro casal adorável da saga, Brianna e Roger, que no livro anterior voltaram pela pedras para o futuro devido à doença da pequena Amanda, que aparece curada e bem juntamente de seu irmão Jemmy. A história do futuro é bem interessante, senti falta que esses personagens aparecessem mais vezes.
Nesse núcleo da história a autora reproduziu com fidelidade as aflições dos casais da década de 70, em que as mulheres começam a ocupar o mercado de trabalho e as tensões que isso acarretava em seus casamentos. Roger me parece bem machista nesse ponto; entretanto, se analisarmos bem a situação dele, essa viagem pelo tempo alterou completamente aquilo que ele havia planejado para sua vida do século XVIII, que era ser um pastor.
O casal também conhece os novos habitantes de Inverness, por que é em Lallybroch que eles vão morar.
Um desses personagens tem papel fundamental na história, e que só fica completamente explicado ao fim do livro. Não se trata de um herói, ao contrário. Cameron sequestra Jemmy, fato que descobrimos em um pesadelo de Amanda (aparentemente as crianças são sensitivas com relação um ao outro).
Lógico que não sabemos o final dessa história ainda, Diana Gabaldon conseguiu colocar essas informações somente no próximo volume.
Também passamos a conhecer o filho mas novo de Jamie, William (aquele que ele teve com Genevra Dunsany no terceiro livro, quando ainda cumpria uma pena branda por sua participação em Culloden).
O menino é um oficial inglês (apesar de não parecer, por que achei ele meio tonto, ingênuo demais), e aprendi a gostar dele justamente por ser meio desengonçado e bobo mesmo, apesar do tamanho. Logo no começo da história ele e Ian se aproximam e ambos conhecem os Denzel e Rachel Hunter, irmãos quaker que seguem o exército continental, ajudando no tratamento dos feridos.
Como havia postado anteriormente, eu, particularmente, não via nem porque nem como prolongar a história ainda mais. O final do sexto volume foi bonito e para mim tava legal se aquele fosse o o ponto final. Porém, Diana Gabaldon (diva) conseguiu! São dois volumes, porém, vou misturar as informações em apenas uma postagem. Assim, vamos começar pelos nossos personagens favoritos: Jamie e Claire.
Eles realmente tentam voltar para a Escócia e se eles conseguissem não haveria motivo do livro existir. São atacados por piratas e acabam sendo obrigados a permanecer na América. Jamie, óbvio, acaba se juntando ao exército rebelde e participando de várias batalhas da independência norte-americana. Claire, Ian e Rollo o seguem por todos os lados, claro. Até que, por motivos de força maior, o trio finalmente se vê de volta à Escócia.
O retorno é um episódio interessante, pois não me senti propensa a gostar de Jenny como gostei nos primeiros livros (provavelmente por causa do casamento de Jamie e Laoghaire arranjado por ela), mas ela também não demonstra muita simpatia por Claire. O querido personagem de Ian Murray pai está doente, a beira da morte. E acabamos presenciando isto também.
Claire e Ian voltam para a América e Jamie permanece na Escócia até a morte do amigo, o que não demora muito para acontecer. Quando isto acontece Jamie finalmente retorna para a América com sua irmã a tira colo.
Vejamos o que acontece com o outro casal adorável da saga, Brianna e Roger, que no livro anterior voltaram pela pedras para o futuro devido à doença da pequena Amanda, que aparece curada e bem juntamente de seu irmão Jemmy. A história do futuro é bem interessante, senti falta que esses personagens aparecessem mais vezes.
Nesse núcleo da história a autora reproduziu com fidelidade as aflições dos casais da década de 70, em que as mulheres começam a ocupar o mercado de trabalho e as tensões que isso acarretava em seus casamentos. Roger me parece bem machista nesse ponto; entretanto, se analisarmos bem a situação dele, essa viagem pelo tempo alterou completamente aquilo que ele havia planejado para sua vida do século XVIII, que era ser um pastor.
O casal também conhece os novos habitantes de Inverness, por que é em Lallybroch que eles vão morar.
Um desses personagens tem papel fundamental na história, e que só fica completamente explicado ao fim do livro. Não se trata de um herói, ao contrário. Cameron sequestra Jemmy, fato que descobrimos em um pesadelo de Amanda (aparentemente as crianças são sensitivas com relação um ao outro).
Lógico que não sabemos o final dessa história ainda, Diana Gabaldon conseguiu colocar essas informações somente no próximo volume.
Também passamos a conhecer o filho mas novo de Jamie, William (aquele que ele teve com Genevra Dunsany no terceiro livro, quando ainda cumpria uma pena branda por sua participação em Culloden).
O menino é um oficial inglês (apesar de não parecer, por que achei ele meio tonto, ingênuo demais), e aprendi a gostar dele justamente por ser meio desengonçado e bobo mesmo, apesar do tamanho. Logo no começo da história ele e Ian se aproximam e ambos conhecem os Denzel e Rachel Hunter, irmãos quaker que seguem o exército continental, ajudando no tratamento dos feridos.
Tanto Ian quanto William se apaixonam por Rachel e esperamos mais de 1000 páginas para ver com ela decide ficar!
Como William é um personagem bastante recorrente, reencontramos também o doce Lorde John Grey, que aqui aparece como pai cuidadoso, tio presente e preocupado e amigo leal (até demais, especialmente no que diz respeito aos acontecimentos após a suposta morte de Jamie).
Fergus e Marsali e sua pequena prole também aparecem, não do jeito que deveriam, uma vez que uma parte da trama diz respeito ao próprio Fergus, que aparentemente, é filho de um rico nobre francês, o conde de St. Germain (siiim, aquele que lá do segundo livro que adorava atrapalhar os Frasers na França).
Por último, porém, não menos importante, Arch Burg. Pois é, o velho reaparece em busca de Ian e de sua vingança pela morte de sua esposa. Não quero contar como termina esse acerto de contas, mas o triângulo amoroso Ian-Rachel-William põe uma pedra nessa história.
Enfim! Diana Gabaldon fez algo inimaginável para mim: conseguiu prolongar a história da saga Outlander sem deixar tudo muito cansativo e, como sempre digo, sem deixar ponto sem nó. A narrativa é muito bem construída e cadenciada e o fim do livro é totalmente inconclusivo o que significa que este não é o fim.
Como sei que não vou conseguir esperar pela impressão do oitavo volume, já andei fuçando pela rede e encontrei uma tradução bem razoável. Então, até daqui 1000 páginas novamente!
Sobre o livro:
Outlander - Ecos do Futuro
Editora Rocco
496 e 448 páginas respectivamente
Postagens anteriores da série Outlander: A viajante no tempo, A libélula no âmbar, O resgate no mar, Os tambores do outono, A cruz de fogo, Um sopro de neve e cinzas
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Harry Potter e a Criança Amaldiçoada
Entre um livro e outro da saga Outlander, li o último livro da saga Harry Potter. Ganhei de Natal e devorei o livro em um dia apenas. Então, vamos conferir o que acontece no 8º livro!
A primeira vista ficam várias perguntas: como assim?! Mas a história não acabou?! Mas o Lorde das Trevas não foi derrotado?! Outro vilão aparece?! Tenho que falar que evitei com todas as minhas forças o contato com qualquer tipo de spoiler do livro para que ele não perdesse a graça e deu certo. O livro é super legal! Só lembrando: spoilers no texto abaixo.
Para começar, apesar do Harry Potter no título, a história não gira em torno de Harry, mas de seu filho do meio Alvo. Para aqueles, que como eu, leram e releram os livros originais e assistiram e reassistiram aos filmes, sabemos que o "ponto final" das Relíquias da Morte se dá 19 anos depois da Batalha de Hogwarts, com Harry e Gina casados e com filhos, levando-os, inclusive, para pegar o trem de Hogwarts. E é exatamente ai que a Criança Amaldiçoada começa, na plataforma 9 3/4.
Alvo Severo Potter está indo para Hogwarts pela primeira vez, e é uma criança insegura por isso, tem medo do que pode acontecer na cerimônia de seleção e ir para a Sonserina. Óbvio que se ele fosse para a Grifinória não haveria motivo para o livro acontecer, então, sim, ele é selecionado para a Sonserina, o que o deixa inseguro também com relação à sua família, já que todos estudaram pela Grifinória, e acaba ficando super amigo de Escórpio Malfoy, filho do mala do Draco Malfoy, o que acaba não sendo exatamente fácil, pois são pessoas muito diferentes umas das outras, o pequeno Escórpio é um poço de fofura.
Importante destacar que os dois meninos são excluídos por algum motivo. Para Alvo, estar na Sonserina é algo que chama atenção por ele ser filho de Harry Potter, o bruxo da Grifinória que derrotou Aquele-que-não-deve-ser-nomeado. Já para Escórpio, os boatos que o cercam indicam que ele é filho do próprio Lorde Voldemort. Assim, vemos que a relação de ambos com suas famílias é turbulenta e são os problemas familiares que farão os meninos se meterem em confusões.
Ficamos sabendo também que após a Batalha de Hogwarts e a derrota de Voldemort, todos os vira-tempos do mundo bruxo foram confiscados e destruídos, justamente para evitar viagens pelo tempo para resgatar Voldemort. Entretanto, o Ministério da Magia não destruiu todos os vira-tempos como pensavam.
Alvo conhece Delfi Diggory, suposta sobrinha de Amos Diggory, que por sua vez é o pai de Cedrico Diggory, assassinado por Voldemort no Torneio Tribuxo no livro quatro, Harry Potter e o Cálice de Fogo. Amos quer que Harry, agora funcionário do Ministério da Magia e amigo pessoal da Ministra da Magia (ninguém mais do que a maravilhosa Hermione Granger), utilize um vira-tempo para salvar Cedrico. Harry se recusa a atender Amos, pois sabe dos perigos de uma interferência no passado.
Ouvindo a história toda, Alvo resolve ajudar o Sr. Diggory. Com a ajuda de Escórpio e Delfi, fazem a famosa Poção Polissuco e se transformam em Hermione, Harry e Rony para que possam circular livremente pelo Ministério da Magia e encontrar o único vira-tempo restante. Com o vira-tempo eles realmente voltam no tempo e tentam alterar o passado de forma que Cedrico Diggory não seja morto.
O problema, que não foi levado em consideração pelas crianças, é que cada alteração feita no passado provoca alterações no presente também. Assim, acompanhamos as andanças de Alvo, Escórpio e Delfi pelo tempo alterando e corrigindo o passado e suas consequências presentes; bem como os adultos desesperados em busca de seus filho e sobrinhos.
Enquanto isso, Harry volta a sentir sua cicatriz, que não doía há 19 anos. A preocupação de Harry é que Voldemort esteja voltando de alguma forma. Aí, você leitor, fica sem rumo por que você leu e assistiu a morte de Voldemort, certo?! Certo! Você começa a pensar que J. K. Rowling não é tão boa pessoa assim (brincadeira!).
Vamos evitar mais spoilers da história e partir diretamente para o final. Descobrimos que Delfi não é sobrinha de Amos Diggory, que todo o discurso de Amos foi feito sob a influência da maldição Imperius. Delfi é, na verdade, filha de Voldemort.
PAUSA PARA UMA PEQUENA OBSERVAÇÃO SÓRDIDA: Juro que fiquei chocada. Jamais poderia imaginar Voldemort a fim de fazer o necessário para gerar uma criança, ainda mais com Bellatrix Lestrange, que é revelada como a mãe da criança. Eca!
RETOMANDO... Tudo fica claro! Delfi foi criada por Comensais da Morte e usou Alvo para voltar no tempo a fim de que Voldemort não morresse. A dor na cicatriz de Harry não indicava o retorno do próprio Lorde das Trevas, mas sim de sua filha, a única pessoa no mundo com capacidade de odiar tanto quanto seu pai.
O livro é leitura fácil mesmo não estando como prosa. É necessário lembrar que ele está editado em formato de peça de teatro, por que está adaptado ao teatro lá em Londres. Mas isso não altera em nada o curso da história, que é bem surpreendente, como se pode ler acima. Além disso, foi um prazer imenso reencontrar personagens que gosto tanto (inclusive o professor Snape) e ver como a vida deles seguiu após os acontecimentos das Relíquias da Morte. Sou super a favor de mais livros da saga Harry Potter seguindo este estilo.
Sobre o livro:
Harry Potter e a Criança Amaldiçoada
J. K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne.
Editora Rocco
352 páginas
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
OUTLANDER - UM SOPRO DE NEVE E CINZAS
Finalmente consegui terminar o sexto livro da série Outlander, Um sopro de neve e cinzas.
A postagem saiu mais atrasada se comparada com as anteriores pois ainda não havia terminado a leitura deste volume. Bom, basicamente achei o livro sensacional!!! Suspense do começo ao fim. Se você não quer spoilers, não continue a leitura!!
O que mais gostei foi que ele se parece muito mãos com os primeiros livros da série, o primeiro e segundo volumes para ser mais exata, pois a história gira mesmo em torno dos personagens principais Jamie e Claire, além de ter mais aventuras do tipo dramalhão mexicano, como as casas queimadas, o sequestro de Claire (e o epopéico resgate feito por Jamie), o novo filho de Fergus, entre outros.
A postagem saiu mais atrasada se comparada com as anteriores pois ainda não havia terminado a leitura deste volume. Bom, basicamente achei o livro sensacional!!! Suspense do começo ao fim. Se você não quer spoilers, não continue a leitura!!
O que mais gostei foi que ele se parece muito mãos com os primeiros livros da série, o primeiro e segundo volumes para ser mais exata, pois a história gira mesmo em torno dos personagens principais Jamie e Claire, além de ter mais aventuras do tipo dramalhão mexicano, como as casas queimadas, o sequestro de Claire (e o epopéico resgate feito por Jamie), o novo filho de Fergus, entre outros.
Outra característica interessante é o fato desse livro abordar demais (no bom sentido) as questões políticas da colônia, então, mais uma vez, encontramos nossos queridos personagens no olho do furacão da independência norte-americana. Jamie, por exemplo, começa o livro como agente indigenista para a Coroa Britânia e termina como traidor (de novo!) da Coroa ao se aliar e proclamar publicamente suas pretensões separatistas.
Mais uma vez Diana Gabaldon consegue amarrar todos os personagens e tramas. Por exemplo, a introdução de um novo núcleo de moradores da Colina Fraser, os Christies (história doida desses dai, mas sensacional!), o desaparecimento da escrava pessoa de Jocasta Cameron, o breve e significativo aparecimento de Lord John e o nono conde de Ellesmere, entre outros acontecimentos.
O que mais me marcou foi o fim de Stephen Bonnet, jamais imaginei que a própria Brianna acabaria com ele. Sempre achei que haveria um duelo entre Roger e Bonnet, mas a história foi melhor do que eu havia previsto.
Se eu não soubesse da existência de um sétimo volume da saga, acreditaria que este tinha sido o último. Por que?!
Para começar, apesar de sempre ter sustentado que gostava menos do casal Brianna e Roger, fiquei sentida em ler que eles retornaram pelas pedras e vão morar em Lallybroch. Fiquei sentida também à diminuição das aparições de Fergus e Marsali, que se mudam para Willmington. Fiquei igualmente sentida em ver a casa que Jamie e Claire construíram tão arduamente ser consumida pelo fogo e que no meio dessa confusão, Jamie descobre que Arch Burg o traiu.
Enfim, o livro tem um Q de despedida. Aquela caixa que Roger encontra nas coisas do reverendo endereçada para Jemmy com cartas de Claire e Jamie foi lindo de ler, achei uma ótima ideia.
Vou começar agora o próximo livro totalmente no escuro, sem saber o que esperar desses personagens e com aquele sentimento de que a história poderia ter parado por aqui.
Sobre o livro:
Outlander - Um sopro de neve e cinzas
Diana Gabaldon
Editora Rocco
608 e 720 páginas, respectivamente
Acesse as postagens anteriores da saga Outlander: A viajante no tempo, A libélula no âmbar, O resgate no mar, Os tambores do outono, A cruz de fogo.
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
OUTLANDER - A CRUZ DE FOGO
Continuando as postagens sobre a querida série Outlander, vamos encarar a resenha do quinto livro.
Aqui tive alguns problemas para encontrar o livro, já que a Editora Arqueiro ainda não lançou este volume (previsto para o início de 2017, de acordo com o Facebook da editora) então as traduções que encontrei pela Internet estavam horríveis (sem exageros). Existe uma edição mais antiga pela Editora Rocco, mas não consegui encontrar uma tradução decente referente a esta.
Mesmo assim, pensei que uma tradução lixo não seria um problema para a pessoa viciada em Outlander (como ficar sem saber os próximos acontecimentos de Jamie, Claire e companhia?!), assim, "li" o quinto livro. Não tive acesso às partes separadas do livro, a tradução que utilizei era um único volume, por isso dessa vez não desmembrarei o livro.
Dito isto, acho que ficou claro que desvendar e entender a história foi complicado, então vou tentar fazer a resenha.
Os Frasers estão todos reunidos na Colina Fraser na América (aparentemente sem previsão de retorno para a Escócia ). Em um encontro dos clãs escoceses remanescentes, Jaime é convocado pelo governados da Carolina do Norte para percorrer o território em busca de homens capazes de combater um grupo de milícia conhecido como Reguladores (separatistas). Acho super legal como a autora consegue nos contar sobre os acontecimentos históricos, nesse caso, o pano de fundo que presenciamos é o início da Revolução Americana que culminará na independência dos Estados Unidos, bem como o relacionamento entre brancos e índios, nem sempre positivo.
Além da questão histórica vivenciamos o dia a dia dos personagens, as dificuldades de um tempo bem menos tecnológico do que o de Claire na década de 60, as invenções e descobertas daquele período (como o microscópio de Claire e suas tentativas de cultivo de penicilina) e as relações que perpassam por todos os sentimentos possíveis entre todos os personagens, principais e secundários.
Percebi que com o aprofundamento de outros personagens, como Brianna e Roger, as histórias envolvendo Claire e Jamie se tornam menos expressivas.
Assim, Jamie é retratado como o homem que ele cresceu para ser, um Lorde e grande proprietário de terras cujo objetivo é garantir a subsistência não apenas de sua família bem como de todos os seus arrendatários (número que aumenta consideravelmente nesse livro. Na verdade, são tantos personagens menores que é bem fácil de se perder nesse grande mar de nomes e conexões).
Claire se consolida como a curandeira da Colina Fraser e de todos os locais pelos quais passa. O interessante aqui é que ela não é mais vista como uma bruxa ou feiticeira maligna, mas como alguém de muita confiança de todos. Achei que a autora eclipsou bastante a personalidade forte de Claire, que se torna mais uma mediadora entre todos os conflitos da história.
A personalidade forte é transmitida para Brianna. E Roger se torna o braço direito de Jamie para lidar com arrendatários, Reguladores e com os fatos históricos que estão por vir e que são imutáveis, como Claire e Jamie sabem por experiência dolorosa anterior.
Como se trata de Outlander e de Diana Gabaldon, o dramalhão mexicano não falta. O caso mais marcante é o sumiço de Roger, capturado por seu antepassado Mackenzie que morava na América, sua execução na forca, salvamento e difícil recuperação física e psicológica.
Aqui tive alguns problemas para encontrar o livro, já que a Editora Arqueiro ainda não lançou este volume (previsto para o início de 2017, de acordo com o Facebook da editora) então as traduções que encontrei pela Internet estavam horríveis (sem exageros). Existe uma edição mais antiga pela Editora Rocco, mas não consegui encontrar uma tradução decente referente a esta.
Mesmo assim, pensei que uma tradução lixo não seria um problema para a pessoa viciada em Outlander (como ficar sem saber os próximos acontecimentos de Jamie, Claire e companhia?!), assim, "li" o quinto livro. Não tive acesso às partes separadas do livro, a tradução que utilizei era um único volume, por isso dessa vez não desmembrarei o livro.
Dito isto, acho que ficou claro que desvendar e entender a história foi complicado, então vou tentar fazer a resenha.
Os Frasers estão todos reunidos na Colina Fraser na América (aparentemente sem previsão de retorno para a Escócia ). Em um encontro dos clãs escoceses remanescentes, Jaime é convocado pelo governados da Carolina do Norte para percorrer o território em busca de homens capazes de combater um grupo de milícia conhecido como Reguladores (separatistas). Acho super legal como a autora consegue nos contar sobre os acontecimentos históricos, nesse caso, o pano de fundo que presenciamos é o início da Revolução Americana que culminará na independência dos Estados Unidos, bem como o relacionamento entre brancos e índios, nem sempre positivo.
Além da questão histórica vivenciamos o dia a dia dos personagens, as dificuldades de um tempo bem menos tecnológico do que o de Claire na década de 60, as invenções e descobertas daquele período (como o microscópio de Claire e suas tentativas de cultivo de penicilina) e as relações que perpassam por todos os sentimentos possíveis entre todos os personagens, principais e secundários.
Percebi que com o aprofundamento de outros personagens, como Brianna e Roger, as histórias envolvendo Claire e Jamie se tornam menos expressivas.
Assim, Jamie é retratado como o homem que ele cresceu para ser, um Lorde e grande proprietário de terras cujo objetivo é garantir a subsistência não apenas de sua família bem como de todos os seus arrendatários (número que aumenta consideravelmente nesse livro. Na verdade, são tantos personagens menores que é bem fácil de se perder nesse grande mar de nomes e conexões).
Claire se consolida como a curandeira da Colina Fraser e de todos os locais pelos quais passa. O interessante aqui é que ela não é mais vista como uma bruxa ou feiticeira maligna, mas como alguém de muita confiança de todos. Achei que a autora eclipsou bastante a personalidade forte de Claire, que se torna mais uma mediadora entre todos os conflitos da história.
A personalidade forte é transmitida para Brianna. E Roger se torna o braço direito de Jamie para lidar com arrendatários, Reguladores e com os fatos históricos que estão por vir e que são imutáveis, como Claire e Jamie sabem por experiência dolorosa anterior.
Como se trata de Outlander e de Diana Gabaldon, o dramalhão mexicano não falta. O caso mais marcante é o sumiço de Roger, capturado por seu antepassado Mackenzie que morava na América, sua execução na forca, salvamento e difícil recuperação física e psicológica.
A trama é toda cheia de mistérios. Para começar, a tia de Jamie, Jocasta, finalmente se casa com Duncan Innes, superamigo de Jamie, há um assassinato no meio do casamento que será revelado durante a leitura, assim como segredos da família Fraser. Temos também o retorno do jovem Ian, o sobrinho / filho de Jamie, aquele que havia ficado com os indígenas em troca de Roger Mackenzie. Nesse caso, é exasperador pois terminamos o livro sem saber direito o que o fez voltar para a Colina Fraser.
Não podemos nos esquecer também do nosso vilão, Stephen Bonnet, que reaparece nesse livro, nos dando muito frio na barriga, porque parece que o cara tá em todas as coisas erradas que acontecem na América. Não dá para comparar Bonnet com o primeiro vilão da saga, Jonathan "Black Jack" Randall, a crueldade dos vilões é apresentada de forma singular.
Informações sobre os livros:
Outlander - A Cruz de Fogo
Editora Rocco
544 e 768 páginas, respectivamente
Acesse as resenhas dos demais livros da série Outlander: A Viajante no Tempo, A Libélula no Âmbar, O Resgate no Mar e Os Tambores do Outono.
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
OUTLANDER - OS TAMBORES DO OUTONO
Mais um post sobre a saga Outlander. Dessa vez vamos falar sobre o 4° livro da serie: Os Tambores do Outono.
Preciso começar falando que o livro anterior (O Resgate no Mar - leia aqui a resenha) me deixou meio decepcionada por que eu esperava tãaaaaaaao mais de Claire e Jamie enquanto casal, que eu achei que não foi o suficiente. Assim como o terceiro livro, este também foi dividido em duas partes bastante substanciosas. Então, vamos ao relato da primeira parte.
Preciso começar falando que o livro anterior (O Resgate no Mar - leia aqui a resenha) me deixou meio decepcionada por que eu esperava tãaaaaaaao mais de Claire e Jamie enquanto casal, que eu achei que não foi o suficiente. Assim como o terceiro livro, este também foi dividido em duas partes bastante substanciosas. Então, vamos ao relato da primeira parte.
Parte 1:
Como continuação do terceiro livro, neste Claire e Jamie estão na América, no Novo Mundo (pra começar minhas ressalvas começaram aí, gosto mais do enredo quando ambientado na Escócia, acho que a mágica não é a mesma, mas vá lá) após um naufrágio. Jamie, Claire, Ian e Fergus estão completamente quebrados, tendo que contar trocados para conseguirem sobreviver.
Também somos apresentados ao novo vilão da história, "um tal" de Stephen Bonnet, pessoa que é ajudada por Jamie para depois lhe fazer mal, para começar em um assalto no barco que os levavam para River Run, moradia de sua tia Jocasta. A primeira vista, o fato parece totalmente independente do restante da história, mas a autora não deixa amarras soltas. Neste episódio, a aliança de Claire com Frank é roubada, informação de extrema importância para os próximos acontecimentos.
Como continuação do terceiro livro, neste Claire e Jamie estão na América, no Novo Mundo (pra começar minhas ressalvas começaram aí, gosto mais do enredo quando ambientado na Escócia, acho que a mágica não é a mesma, mas vá lá) após um naufrágio. Jamie, Claire, Ian e Fergus estão completamente quebrados, tendo que contar trocados para conseguirem sobreviver.
Também somos apresentados ao novo vilão da história, "um tal" de Stephen Bonnet, pessoa que é ajudada por Jamie para depois lhe fazer mal, para começar em um assalto no barco que os levavam para River Run, moradia de sua tia Jocasta. A primeira vista, o fato parece totalmente independente do restante da história, mas a autora não deixa amarras soltas. Neste episódio, a aliança de Claire com Frank é roubada, informação de extrema importância para os próximos acontecimentos.
As coisas mudam quando conhecem a tia de Jamie, Jocasta, uma
latifundiária vinda da Escócia 20 anos antes após a Batalha de Culloden,
em fuga para que seu marido não fosse preso pela Coroa britânica e
acusado de traição.
Como Jocasta não tem herdeiros vivos ela encarrega de Jamie de ajudá-lá a gerir seus negócios. Com isso Jamie passa a ter contato com a alta sociedade americana e acaba se envolvendo em em tramas políticas diversas.
Como Jocasta não tem herdeiros vivos ela encarrega de Jamie de ajudá-lá a gerir seus negócios. Com isso Jamie passa a ter contato com a alta sociedade americana e acaba se envolvendo em em tramas políticas diversas.
Uma realidade completamente nova se apresenta para o casal, para começar
Claire, uma mulher do século XX não consegue lidar bem com a questão da
escravidão, parte normal do cotidiano da época especialmente nos meios
mais abastados, frequentados por Jocasta, e agora por eles.
É nesse livro que surge a Colina Fraser, o lar de Claire e Jamie no Novo Mundo. Sabemos que Jamie opta por não ser o herdeiro de sua tia, e consequentemente, de trabalhar para ela em River Run, e assim surge este novo local. Mesmo assim, é bonitinho ver o empenho e o carinho de todos na construção desse novo lar.
No enredo do passado, temos a participação especial de de Lorde John Grey, grande amigo de Jamie e pai adotivo de nono Conde de Ellesmere (personagem apresentado no terceiro livro, filho de Jamie). Nem preciso dizer que Claire fica chocada ao ver o menino, afinal é a cópia de Jamie e de Brianna (parafraseando Game of Thrones, "the seed is strong").
Enquanto a história se desenrola no passado, temos a realidade de Brianna e Roger no futuro e assim vamos presenciando a formação de um novo casal na trama. Brianna mora nos Estados Unidos, enquanto que Roger permanece na Escócia, assim o relacionamento dos dois parece bastante distante, sendo feito basicamente por telefonemas e eventuais encontros.
Enquanto a história se desenrola no passado, temos a realidade de Brianna e Roger no futuro e assim vamos presenciando a formação de um novo casal na trama. Brianna mora nos Estados Unidos, enquanto que Roger permanece na Escócia, assim o relacionamento dos dois parece bastante distante, sendo feito basicamente por telefonemas e eventuais encontros.
Roger e Brianna fazem pesquisas para tentarem saber o que aconteceu Claire e Jamie no passado e ficamos sabendo que Roger encontra uma notícia que Claire e Jamie morreram (ou morrerão, depende do ponto de vista) em um incêndio em 1776. Como todo bom romance, o moçoilo esconde a notícia de Brianna, parte muito interessada no fato.
Não sei os outros leitores da saga Outlander, mas gosto tanto de Jamie e Claire que um outro casal me parecia desnecessário. Mas, como sou apenas uma leitora e não a escritora, eis que outro casal apareceu. Apesar de gostar dos personagens Brianna e Roger, queria mais aventuras dos Frasers "originais" (eu sei gente, meu post parece bastante conflitante, mas me sinto assim mesmo com relação ao livro, e sim, eu sei que não dava simplesmente para que Claire parisse e nunca mais ouvíssemos falar da filha dos dois personagens principais, mas acho que vou até o final da série batendo na tecla de que não deveria ter tido esse hiato de 20 entre os dois, e ponto. Diana que me açoite se assim quiser). Me pareceu muito diferentes os conflitos que apareceram para eles na América, enfim, o livro é bom mas me faltou alguma coisa, coisa que encontrei bastante nos dois primeiros livros
Parte 2:
Bom, começamos a segunda parte com o desaparecimento de Brianna e Roger doido para encontrá-la, e assim, com um espaço de tempo considerável de uns 15 dias de diferença, ele finalmente entende/descobre que Brianna voltou no tempo em Craigh na Dun. Esse moço, como historiador, deveria ser mais ágil e saber que ela não ia querer ficar no futuro, afinal, por que facilitar a vida se podemos complicá-la? Eu super apoio Brianna, eu também gostaria de voltar no passado. Bom, o fato é que Roger a segue, e lá vai ele de volta para o passado.
Mais uma vez, eu, se fosse Brianna, iria para Lallybroch assim que chegasse no século XVIII, e é isso que ela faz. O encontro dela com sua tia é interessante, pois Laoghaire, a megera, estava em Lallybroch no exato instante do encontro. Apesar de toda a confusão, sua recém descoberta família, a ajuda a chegar até seus pais. No porto da Escócia, Brianna conhece Lizzie, uma menina raquítica que será sua dama de companhia durante a viagem e fará parte do cotidiano dos Frasers na América.
Quando Roger chega na antiga Inverness consegue uma vaga em um navio para América para trabalhar como forma de pagamento pela passagem. E quem é o comandante do navio? Tchanam: Stephen Bonnet, aquele da parte 1, que roubou Jamie e Claire. Independente, Bonnet leva Roger para a América em segurança e isso é o que importa.
Quando Brianna conhece Lizzie, ela não tinha ideia que a menina havia contraído malária, doença que incapacita seu portador com febres altas e muitas dores de tempos em tempos. E justamente por isso, a viagem de Brianna se deu mais devagar do que ela previra, assim, param em Wilmington para que a menina pudesse se recuperar. E é assim que Roger finalmente encontra com Brianna.
O encontro foi lindo, com muitas juras de amor até que Brianna entende que Roger só poderia saber seu paradeiro se soubesse de algo sobre seus pais, e assim ela descobre que ele sabia da notícia, e ai descobrimos que ela também sabia.
E como desgraça pouca é bobagem, Brianna encontra Bonnet e a aliança de sua mãe com Frank, seu pai adotivo. Determinada a ter a aliança de volta, ela se encontra com Bonnet, que a estupra. Gente, sério. Em que mundo essa menina vive? Até parece que um cara como esse faria algo sem esperar nada em troca, mesmo que fosse forçadamente.
Após "conseguir" a aliança e Lizzie ter melhorado de sua saúde, elas seguem em direção a seus pais. Ela finalmente encontra Jamie, que a leva para sua mãe. E Diana Gabaldon não para por ai no quesito drama: Brianna engravida! E quem será o pai?!
Quando Roger finalmente chega na Colina Fraser, é "super" bem recebido por um Jamie, pai, irado pela gravidez e desonra de sua filha. Roger apanha muito e Jamie o entrega para os índios. Quando Brianna descobre, uma briga imensa entre pai e filha acontece (olha os tambores ai, duas culturas, totalmente diferentes se encontrando não é uma coisa fácil), é revelado que talvez a criança não fosse de Roger e sim de Bonnet, e assim, Jamie, Claire e Ian partem para recuperar Roger. Enquanto isso, Brianna é enviada para River Run, para ficar com Jocasta, que tenta muito encontrar um marido para tentar aliviar a reputação de sua sobrinha.
Basta falar que não foi fácil recuperar Roger. Para que isso acontecesse um preço alto foi pago: Ian teve que ficar na aldeia. Não me pareceu que o menino achou ruim, afinal, ele havia se enroscado com uma garota da tribo. Vale a pena lembrar do retorno de um personagem querido, Lorde John Grey, que ao visitar Jocasta conhece Brianna e se tornam bastante amigos (noivos, inclusive).
Temos um momento de felicidade no meio disso tudo, ao descobrirmos que Stephen Bonnet foi preso. Momento por que Brianna acaba, sem querer, colaborando para que ele fugisse ao ter a brilhante ideia de jerico de ir confrontá-lo na prisão (com a ajuda de seu novo cúmplice, John Grey).
Roger, como todo bom machista, se afasta dos Frasers ao descobrir sobre Stephen Bonnet e Brianna, mas, como no fim o amor prevalece <3, ele volta para Brianna e o bebê.
Percebe-se que talvez tenha sido mais apaixonada ao falar da parte 2, e com razão, o enredo é bem mais parecido com os dos primeiros dois livros. Tem muita emoção, drama e, de certa forma, um final feliz na medida do possível.
Enfim, apesar de todas as mudanças lamuriadas por mim no decorrer deste texto, é necessário lembrar que Diana Gabaldon sabe escrever muito bem. Permanece fiel à sua característica do texto dramático, com vários acontecimentos ao mesmo tempo, sejam eles desgraças ou não. Sem contar todo o ponto de vista histórico que ela desenvolve, não foram pesquisas simples ou rasas, a história real é muito bem trabalhada e transmitida.
Informações sobre os livros:
Outlander - Os Tambores do Outono - Parte 1 e 2
Diana Gabaldon
Editora Arqueiro
544 e 504 páginas, respectivamente
Confira as resenhas dos outros livros da saga: A Viajante no Tempo, A Libélula no Âmbar e O Resgate no Mar
Informações sobre os livros:
Outlander - Os Tambores do Outono - Parte 1 e 2
Diana Gabaldon
Editora Arqueiro
544 e 504 páginas, respectivamente
Confira as resenhas dos outros livros da saga: A Viajante no Tempo, A Libélula no Âmbar e O Resgate no Mar
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
OUTLANDER - O RESGATE NO MAR
E lá vamos para o terceiro livro da saga Outlander.
Particularmente, gostei bastante do enredoapesar do lapso de 20 anos transcorridos que nunca será superado. A autora dividiu o terceiro volume em 2 partes. Então, para facilitar, farei como ela.
Particularmente, gostei bastante do enredo
Parte 1:
De volta à Escócia em 1968, Claire Randall/Fraser procura por sinais de que seu grande amor, Jaime Fraser está vivo no passado em 1765 após a sangrenta Batalha de Culloden, que definiu os rumos da população escocesa a subjugando de vez ao domínio inglês.
Claire não está sozinha, conta com a ajuda de sua filha Brianna e de Roger Wakefield para descobrir se Jamie sobreviveu a Culloden.
Mesmo brava com a autora e a separação do casal, achei fofo pois enquanto as pesquisam aconteciam, a autora Diana Gabaldon foi mostrando a vida de ambos os personagens separados um do outro.
Sabemos da vida que Claire levou ao lado de seu primeiro marido, a descoberta da viagem pelo tempo e a concepção de Brianna, os vários atritos entre o casal, as traições (justificadas) de Frank, o relacionamento, muitas vezes distante, entre mãe e filha, sua carreira como médica, etc.
Ficamos sabendo também como foi a vida do traidor da Coroa inglesa Jamie Fraser, que não foi enforcado por uma questão de sorte, como sobreviveu nos arredores de Lallybroch, como se entregou para a Coroa e seus tempos de prisão (somos apresentados a um novo personagem bastante cativante, que terá papel secundário e esporádico daqui em diante nos outros livros, John Grey), e sua vida como cavalariço de uma nobre família inglesa.
A artimanha da autora em conseguir narrar concomitantemente três histórias tão diferentes e ao mesmo tão conectadas faz com seja perceptível as dores e os conflitos de cada um dos personagens nesses 20 anos.
Finalmente Brianna e Roger encontram informações suficientes para provar que Jamie não morreu em Culloden e com essa nova (e tão esperada) informação os três personagens do tempo presente começam a preparar o retorno de Claire pela pedras para que ela finalmente se encontre com Jamie.
Adendo: Diana Gabaldon foi extremamente técnica e racional nesse ponto. Como da primeira vez em que voltou pelas pedras Claire foi pega de surpresa, a autora fez questão de narrar todos os trâmites percorridos pela personagem para não voltar despreparada e também para não deixar sua filha ao Deus dará. Então, acompanhamos desde a preocupação em fazer uma poupança para Brianna até a procura por uma roupa da época, por moedas antigas e o último paradeiro de Jamie.
E assim nossa heroína volta pelas pedras. A última coisa que sabiam sobre Jamie é que ele agora moraria em Edimburgo trabalhando como um dono de gráfica.
Confesso que fiquei super de decepcionada com o encontro dos dois. Esperava alguma coisa mais cheia de paixão e o que tive foi um Jamie surpreso por ter reencontrado mulher que para ele era apenas uma memória.
Os dois ficaram beeeem sem jeito depois de um hiato de 20 ano no relacionamento e daí pra frente eu só queria que eles se acertassem o mais rápido possível. Sério, fiquei bem desesperada.
Confesso que fiquei super de decepcionada com o encontro dos dois. Esperava alguma coisa mais cheia de paixão e o que tive foi um Jamie surpreso por ter reencontrado mulher que para ele era apenas uma memória.
Os dois ficaram beeeem sem jeito depois de um hiato de 20 ano no relacionamento e daí pra frente eu só queria que eles se acertassem o mais rápido possível. Sério, fiquei bem desesperada.
ENTRETANTO, após o primeiro encontro, o casal não consegue viver uma vida sossegada, e ai a trama se desenrola com as novas aventuras de Claire e Jamie e os dois tentando se reconectar como casal.
Parte 2:
Apesar de ter amado o reencontro de Claire e Jamie, de ter conhecido novos e amados personagens, confesso que depois da Batalha de Culloden, continuo gostando dos livros, mas um tanto chateada pois gostava muito de como a história se desenvolvia na Escócia. E nesse livro, temos o início de uma grande mudança na trama, que influencia todos os próximos livros.
A volta de Claire ao passado não acontece tranquilamente, especialmente para a família de Jamie, que acreditava que ela estava morta. Jamie, havia se casado com Laoghaire Mackenzie (aquela mesma, do volume 1, que amava Jamie de paixão em Leoch) por intermédio de sua irmã Jenny. Para conseguir anular seu casamento, Jamie se compromete a pagar uma quantia mensal para Laoghaire e ai temos toda a trama deste livro.
Jamie sabia de uma quantia de dinheiro que havia sido supostamente enviada pelo rei Luís da França (oui, aquele do livro 2, que conseguiu o perdão de Jamie pela Coroa inglesa por um preço bastante peculiar) para seu primo Charles Edward, o pretendente ao trono inglês (sim, aquele do volume 2, o responsável pela Batalha de Culloden) para auxiliar na sua tarefa.
Para pegar o dinheiro, escondido em uma pequena ilha, contam com a ajuda do jovem Ian Murray, filho de Jenny. Quando na ilha, Ian não retorna, é sequestrado juntamente com o dinheiro, dando início à história do livro. Jamie e Claire, desesperados para conseguir seu sobrinho de volta, partem ensandecidamente atrás dele. Porém, até que consigam um barco para perseguir aquele que sequestrou Ian, o menino já está longe. Mesmo assim, eles embarcam em direção à América para resgatar o garoto.
Durante os percalços, Claire e Jamie se reconectam enquanto casal (nhoin!!!). A autora escreve de uma forma que o leitor percebe que estabelecer esses laços novamente não é fácil para nenhum dos dois, especialmente se levarmos em conta que há muito da vida pregressa de ambos que eles não sabem, sejamos sinceros, mais da parte de Jamie do que de Claire!
Diana Gabaldon, mais uma vez, não consegue fazer um livro curto e apesar de ser rápido de ler (já que a história te prende muito), é necessário muita concentração por que temos contato com muitas histórias diferentes ao mesmo tempo, que no final se ligam e conseguimos entender todos os detalhes da história.
Para refrescar a memória, confira também a resenha dos outros volumes da série Outlander: A Viajante do Tempo e A Libélula no Âmbar.
Informações sobre o livro:
Outlander - O Resgate no Mar - Parte 1 e 2
Editora Arqueiro
595 e 556 páginas, respectivamente
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