quarta-feira, 16 de novembro de 2016

OUTLANDER - OS TAMBORES DO OUTONO

Mais um post sobre a saga Outlander. Dessa vez vamos falar sobre o 4° livro da serie: Os Tambores do Outono.
Preciso começar falando que o livro anterior (O Resgate no Mar - leia aqui a resenha) me deixou meio decepcionada por que eu esperava tãaaaaaaao mais de Claire e Jamie enquanto casal, que eu achei que não foi o suficiente. Assim como o terceiro livro, este também foi dividido em duas partes bastante substanciosas. Então, vamos ao relato da primeira parte.

Parte 1:
Como continuação do terceiro livro, neste Claire e Jamie estão na América, no Novo Mundo (pra começar minhas ressalvas começaram aí, gosto mais do enredo quando ambientado na Escócia,  acho que a mágica não é a mesma, mas vá lá) após um naufrágio. Jamie, Claire, Ian e Fergus estão completamente quebrados, tendo que contar trocados para conseguirem sobreviver.
Também somos apresentados ao novo vilão da história, "um tal" de Stephen Bonnet, pessoa que é ajudada por Jamie para depois lhe fazer mal, para começar em um assalto no barco que os levavam para River Run, moradia de sua tia Jocasta. A primeira vista, o fato parece totalmente independente do restante da história, mas a autora não deixa amarras soltas. Neste episódio, a aliança de Claire com Frank é roubada, informação de extrema importância para os próximos acontecimentos.
As coisas mudam quando conhecem a tia de Jamie, Jocasta, uma latifundiária vinda da Escócia 20 anos antes após a Batalha de Culloden, em fuga para que seu marido não fosse preso pela Coroa britânica e acusado de traição.
Como Jocasta não tem herdeiros vivos ela encarrega de Jamie de ajudá-lá a gerir seus negócios. Com isso Jamie passa a ter contato com a alta sociedade americana e acaba se envolvendo em em tramas políticas diversas.
Uma realidade completamente nova se apresenta para o casal, para começar Claire, uma mulher do século XX não consegue lidar bem com a questão da escravidão, parte normal do cotidiano da época especialmente nos meios mais abastados, frequentados por Jocasta, e agora por eles.
É nesse livro que surge a Colina Fraser, o lar de Claire e Jamie no Novo Mundo. Sabemos que Jamie opta por não ser o herdeiro de sua tia, e consequentemente, de trabalhar para ela em River Run, e assim surge este novo local. Mesmo assim, é bonitinho ver o empenho e o carinho de todos na construção desse novo lar.
No enredo do passado, temos a participação especial de de Lorde John Grey, grande amigo de Jamie e pai adotivo de nono Conde de Ellesmere (personagem apresentado no terceiro livro, filho de Jamie). Nem preciso dizer que Claire fica chocada ao ver o menino, afinal é a cópia de Jamie e de Brianna (parafraseando Game of Thrones, "the seed is strong").
Enquanto a história se desenrola no passado, temos a realidade de Brianna e Roger no futuro e assim vamos presenciando a formação de um novo casal na trama. Brianna mora nos Estados Unidos, enquanto que Roger permanece na Escócia, assim o relacionamento dos dois parece bastante distante, sendo feito basicamente por telefonemas e eventuais encontros.
Roger e Brianna fazem pesquisas para tentarem saber o que aconteceu Claire e Jamie no passado e ficamos sabendo que Roger encontra uma notícia que Claire e Jamie morreram (ou morrerão, depende do ponto de vista) em um incêndio em 1776. Como todo bom romance, o moçoilo esconde a notícia de Brianna, parte muito interessada no fato.
Não sei os outros leitores da saga Outlander, mas gosto tanto de Jamie e Claire que um outro casal me parecia desnecessário. Mas, como sou apenas uma leitora e não a escritora, eis que outro casal apareceu. Apesar de gostar dos personagens Brianna e Roger, queria mais aventuras dos Frasers "originais" (eu sei gente, meu post parece bastante conflitante, mas me sinto assim mesmo com relação ao livro, e sim, eu sei que não dava simplesmente para que Claire parisse e nunca mais ouvíssemos falar da filha dos dois personagens principais, mas acho que vou até o final da série batendo na tecla de que não deveria ter tido esse hiato de 20 entre os dois, e ponto. Diana que me açoite se assim quiser). Me pareceu muito diferentes os conflitos que apareceram para eles na América, enfim, o livro é bom mas me faltou alguma coisa, coisa que encontrei bastante nos dois primeiros livros

Parte 2: 
Bom, começamos a segunda parte com o desaparecimento de Brianna e Roger doido para encontrá-la, e assim, com um espaço de tempo considerável de uns 15 dias de diferença, ele finalmente entende/descobre que Brianna voltou no tempo em Craigh na Dun. Esse moço, como historiador, deveria ser mais ágil e saber que ela não ia querer ficar no futuro, afinal, por que facilitar a vida se podemos complicá-la? Eu super apoio Brianna, eu também gostaria de voltar no passado. Bom, o fato é que Roger a segue, e lá vai ele de volta para o passado.
Mais uma vez, eu, se fosse Brianna, iria para Lallybroch assim que chegasse no século XVIII, e é isso que ela faz. O encontro dela com sua tia é interessante, pois Laoghaire, a megera, estava em Lallybroch no exato instante do encontro. Apesar de toda a confusão, sua recém descoberta família, a ajuda a chegar até seus pais. No porto da Escócia, Brianna conhece Lizzie, uma menina raquítica que será sua dama de companhia durante a viagem e fará parte do cotidiano dos Frasers na América.
Quando Roger chega na antiga Inverness consegue uma vaga em um navio para América para trabalhar como forma de pagamento pela passagem. E quem é o comandante do navio? Tchanam: Stephen Bonnet, aquele da parte 1, que roubou Jamie e Claire. Independente, Bonnet leva Roger para a América em segurança e isso é o que importa.
Quando Brianna conhece Lizzie, ela não tinha ideia que a menina havia contraído malária, doença que incapacita seu portador com febres altas e muitas dores de tempos em tempos. E justamente por isso, a viagem de Brianna se deu mais devagar do que ela previra, assim, param em Wilmington para que a menina pudesse se recuperar. E é assim que Roger finalmente encontra com Brianna.
O encontro foi lindo, com muitas juras de amor até que Brianna entende que Roger só poderia saber seu paradeiro se soubesse de algo sobre seus pais, e assim ela descobre que ele sabia da notícia, e ai descobrimos que ela também sabia.
E como desgraça pouca é bobagem, Brianna encontra Bonnet e a aliança de sua mãe com Frank, seu pai adotivo. Determinada a ter a aliança de volta, ela se encontra com Bonnet, que a estupra. Gente, sério. Em que mundo essa menina vive? Até parece que um cara como esse faria algo sem esperar nada em troca, mesmo que fosse forçadamente.
Após "conseguir" a aliança e Lizzie ter melhorado de sua saúde, elas seguem em direção a seus pais. Ela finalmente encontra Jamie, que a leva para sua mãe. E Diana Gabaldon não para por ai no quesito drama: Brianna engravida! E quem será o pai?!
Quando Roger finalmente chega na Colina Fraser, é "super" bem recebido por um Jamie, pai, irado pela gravidez e desonra de sua filha. Roger apanha muito e Jamie o entrega para os índios. Quando Brianna descobre, uma briga imensa entre pai e filha acontece (olha os tambores ai, duas culturas, totalmente diferentes se encontrando não é uma coisa fácil), é revelado que talvez a criança não fosse de Roger e sim de Bonnet, e assim, Jamie, Claire e Ian partem para recuperar Roger. Enquanto isso, Brianna é enviada para River Run, para ficar com Jocasta, que tenta muito encontrar um marido para tentar aliviar a reputação de sua sobrinha.
Basta falar que não foi fácil recuperar Roger. Para que isso acontecesse um preço alto foi pago: Ian teve que ficar na aldeia. Não me pareceu que o menino achou ruim, afinal, ele havia se enroscado com uma garota da tribo. Vale a pena lembrar do retorno de um personagem querido, Lorde John Grey, que ao visitar Jocasta conhece Brianna e se tornam bastante amigos (noivos, inclusive).
Temos um momento de felicidade no meio disso tudo, ao descobrirmos que Stephen Bonnet foi preso. Momento por que Brianna acaba, sem querer, colaborando para que ele fugisse ao ter a brilhante ideia de jerico de ir confrontá-lo na prisão (com a ajuda de seu novo cúmplice, John Grey).
Roger, como todo bom machista, se afasta dos Frasers ao descobrir sobre Stephen Bonnet e Brianna, mas, como no fim o amor prevalece <3, ele volta para Brianna e o bebê.

Percebe-se que talvez tenha sido mais apaixonada ao falar da parte 2, e com razão, o enredo é bem mais parecido com os dos primeiros dois livros. Tem muita emoção, drama e, de certa forma, um final feliz na medida do possível.
Enfim, apesar de todas as mudanças lamuriadas por mim no decorrer deste texto, é necessário lembrar que Diana Gabaldon sabe escrever muito bem. Permanece fiel à sua característica do texto dramático, com vários acontecimentos ao mesmo tempo, sejam eles desgraças ou não. Sem contar todo o ponto de vista histórico que ela desenvolve, não foram pesquisas simples ou rasas, a história real é muito bem trabalhada e transmitida.


Informações sobre os livros:
Outlander - Os Tambores do Outono - Parte 1 e 2
Diana Gabaldon
Editora Arqueiro
544 e 504 páginas, respectivamente

Confira as resenhas dos outros livros da saga: A Viajante no Tempo, A Libélula no Âmbar e O Resgate no Mar

6 comentários:

  1. Eu preciso saber.... O bebê é do Roger ou não? Rsrsrs me dá esse spoiler pleaseeeeee

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    1. Sim. É do Roger. Quando ele já é um menininho, ele pega piolho e o Jamie raspa a cabeça dele revelando uma marca de nascença que o Roger tem igual.

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  2. E agora será que a série vai seguir o livro?? Curiosa e ansiosa!

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  3. Gente, quer dizer que o infeliz do Bonnet, sobreviveu? Acho que vai aprontar muito ainda...

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  4. Tomara que aquele merda do Bonnet tenha uma morte cruel

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