Mais uma postagem sobre a Série Outlander! Avancemos para o segundo livro.
Achei tão bom quanto o primeiro e segue basicamente a mesma receita do dramalhão mexicano, com direito a bruxaria, duelos, cabeças rolando e separações (adoooooro!).
A história me assustou no início, pois Claire Fraser voltou pelas pedras em algum momento entre o fim do primeiro livro e o início deste, então, a história começa 200 anos depois, em 1965. E ficamos assim: cadê Jamie Fraser????
Confesso que fiquei bem brava com essa ideia da autora, afinal gostamos do casal Fraser juntinhos, né! A partir dai, vemos que Claire volta para a Escócia com sua filha Brianna (com Jamie). Brianna não foi criada pelo pai biológico obviamente; quando Claire volta pelas pedras ela está grávida e seu primeiro marido, Frank a aceita de volta e cria a menina como se fosse sua filha.
Não gostei dessa parte. O livro melhora quando Claire faz a retrospectiva do que aconteceu entre ela e Jamie até o seu retorno pelas pedras. Essa parte da história é bem interessante, por exemplo, durante um bom tempo Claire e Jamie se mudam para a França de Luís XV e passam a frequentar a corte do rei e se envolvem em várias tramoias palacianas, típicas da época. Nesse momento, também, Jamie passa a tentar impedir o levante jacobita que resultará na Batalha de Culloden ao se aproximar de Charles Stuart, o herdeiro ao trono inglês.
Acho que a autora come bola nesse quesito, ao colocar Jamie como pessoa próxima do rei francês. Diana Gabaldon sempre deixou claro o passado de Jamie como filho de um bastardo e parente de um líder de clã, sua terra não era tão importante assim para a Escócia, e por mais que tivesse direito ao título de Lorde Broch Tuarach, duvido muito que um lorde de uma terra agrícola e colonizada pela Inglaterra se destacasse na corte urbana dos Luízes da França. Mas tudo bem, historicidades a parte, o enredo é legal.
Graças ao rei Luís XV, Jamie consegue o perdão da Coroa Britânica e ele e Claire voltam para a Escócia. Nessa altura do campeonato o casal já entendeu que não há maneira de dissuadir Charles Stuart de retomar o trono inglês, assim decidem se juntar de vez à causa jacobita. Como já sabem do resultado da Batalha de Culloden se esforçam ao máximo para melhorar as condições do exército de Stuart para tentarem ganhar a Batalha, o que, lógico, não acontece, uma vez que a história já está escrita e é inalterável, portanto.
No dia da Batalha, Jamie leva Claire para as pedras, e a obriga a voltar para que ela e a criança ainda não nascida fiquem em segurança com Frank e é o que acontece. Várias lágrimas caíram nesse momento da despedida dos dois.
Em Culloden, Jamie enfrenta seu velho rival Jonathan "Black Jack" Randall, e como todos torcemos por Jamie, ele finalmente consegue sua vingança. Temos também a morte de um personagem muito querido, o padrinho e anjo da guarda de Jamie, Murtagh (mais lágrimas).
Na Escócia atual, outra trama paralela se desenvolve envolvendo Brianna e Roger, o filho adotivo do reverendo da cidade de Inverness. Apesar do climinha que rola entre os dois, nada nesse sentido acontece, já que todos estão preocupados em entender se a história de Claire é real ou não. Graças a uma personagem super polêmica, a história se comprova e dá espaço para a existência do terceiro livro.
Sobre o livro:
Outlander - A Libélula no Âmbar
Editora Arqueiro

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