Continuando as postagens sobre a querida série Outlander, vamos encarar a resenha do quinto livro.
Aqui tive alguns problemas para encontrar o livro, já que a Editora Arqueiro ainda não lançou este volume (previsto para o início de 2017, de acordo com o Facebook da editora) então as traduções que encontrei pela Internet estavam horríveis (sem exageros). Existe uma edição mais antiga pela Editora Rocco, mas não consegui encontrar uma tradução decente referente a esta.
Mesmo assim, pensei que uma tradução lixo não seria um problema para a pessoa viciada em Outlander (como ficar sem saber os próximos acontecimentos de Jamie, Claire e companhia?!), assim, "li" o quinto livro. Não tive acesso às partes separadas do livro, a tradução que utilizei era um único volume, por isso dessa vez não desmembrarei o livro.
Dito isto, acho que ficou claro que desvendar e entender a história foi complicado, então vou tentar fazer a resenha.
Os Frasers estão todos reunidos na Colina Fraser na América (aparentemente sem previsão de retorno para a Escócia ). Em um encontro dos clãs escoceses remanescentes, Jaime é convocado pelo governados da Carolina do Norte para percorrer o território em busca de homens capazes de combater um grupo de milícia conhecido como Reguladores (separatistas). Acho super legal como a autora consegue nos contar sobre os acontecimentos históricos, nesse caso, o pano de fundo que presenciamos é o início da Revolução Americana que culminará na independência dos Estados Unidos, bem como o relacionamento entre brancos e índios, nem sempre positivo.
Além da questão histórica vivenciamos o dia a dia dos personagens, as dificuldades de um tempo bem menos tecnológico do que o de Claire na década de 60, as invenções e descobertas daquele período (como o microscópio de Claire e suas tentativas de cultivo de penicilina) e as relações que perpassam por todos os sentimentos possíveis entre todos os personagens, principais e secundários.
Percebi que com o aprofundamento de outros personagens, como Brianna e Roger, as histórias envolvendo Claire e Jamie se tornam menos expressivas.
Assim, Jamie é retratado como o homem que ele cresceu para ser, um Lorde e grande proprietário de terras cujo objetivo é garantir a subsistência não apenas de sua família bem como de todos os seus arrendatários (número que aumenta consideravelmente nesse livro. Na verdade, são tantos personagens menores que é bem fácil de se perder nesse grande mar de nomes e conexões).
Claire se consolida como a curandeira da Colina Fraser e de todos os locais pelos quais passa. O interessante aqui é que ela não é mais vista como uma bruxa ou feiticeira maligna, mas como alguém de muita confiança de todos. Achei que a autora eclipsou bastante a personalidade forte de Claire, que se torna mais uma mediadora entre todos os conflitos da história.
A personalidade forte é transmitida para Brianna. E Roger se torna o braço direito de Jamie para lidar com arrendatários, Reguladores e com os fatos históricos que estão por vir e que são imutáveis, como Claire e Jamie sabem por experiência dolorosa anterior.
Como se trata de Outlander e de Diana Gabaldon, o dramalhão mexicano não falta. O caso mais marcante é o sumiço de Roger, capturado por seu antepassado Mackenzie que morava na América, sua execução na forca, salvamento e difícil recuperação física e psicológica.
Aqui tive alguns problemas para encontrar o livro, já que a Editora Arqueiro ainda não lançou este volume (previsto para o início de 2017, de acordo com o Facebook da editora) então as traduções que encontrei pela Internet estavam horríveis (sem exageros). Existe uma edição mais antiga pela Editora Rocco, mas não consegui encontrar uma tradução decente referente a esta.
Mesmo assim, pensei que uma tradução lixo não seria um problema para a pessoa viciada em Outlander (como ficar sem saber os próximos acontecimentos de Jamie, Claire e companhia?!), assim, "li" o quinto livro. Não tive acesso às partes separadas do livro, a tradução que utilizei era um único volume, por isso dessa vez não desmembrarei o livro.
Dito isto, acho que ficou claro que desvendar e entender a história foi complicado, então vou tentar fazer a resenha.
Os Frasers estão todos reunidos na Colina Fraser na América (aparentemente sem previsão de retorno para a Escócia ). Em um encontro dos clãs escoceses remanescentes, Jaime é convocado pelo governados da Carolina do Norte para percorrer o território em busca de homens capazes de combater um grupo de milícia conhecido como Reguladores (separatistas). Acho super legal como a autora consegue nos contar sobre os acontecimentos históricos, nesse caso, o pano de fundo que presenciamos é o início da Revolução Americana que culminará na independência dos Estados Unidos, bem como o relacionamento entre brancos e índios, nem sempre positivo.
Além da questão histórica vivenciamos o dia a dia dos personagens, as dificuldades de um tempo bem menos tecnológico do que o de Claire na década de 60, as invenções e descobertas daquele período (como o microscópio de Claire e suas tentativas de cultivo de penicilina) e as relações que perpassam por todos os sentimentos possíveis entre todos os personagens, principais e secundários.
Percebi que com o aprofundamento de outros personagens, como Brianna e Roger, as histórias envolvendo Claire e Jamie se tornam menos expressivas.
Assim, Jamie é retratado como o homem que ele cresceu para ser, um Lorde e grande proprietário de terras cujo objetivo é garantir a subsistência não apenas de sua família bem como de todos os seus arrendatários (número que aumenta consideravelmente nesse livro. Na verdade, são tantos personagens menores que é bem fácil de se perder nesse grande mar de nomes e conexões).
Claire se consolida como a curandeira da Colina Fraser e de todos os locais pelos quais passa. O interessante aqui é que ela não é mais vista como uma bruxa ou feiticeira maligna, mas como alguém de muita confiança de todos. Achei que a autora eclipsou bastante a personalidade forte de Claire, que se torna mais uma mediadora entre todos os conflitos da história.
A personalidade forte é transmitida para Brianna. E Roger se torna o braço direito de Jamie para lidar com arrendatários, Reguladores e com os fatos históricos que estão por vir e que são imutáveis, como Claire e Jamie sabem por experiência dolorosa anterior.
Como se trata de Outlander e de Diana Gabaldon, o dramalhão mexicano não falta. O caso mais marcante é o sumiço de Roger, capturado por seu antepassado Mackenzie que morava na América, sua execução na forca, salvamento e difícil recuperação física e psicológica.
A trama é toda cheia de mistérios. Para começar, a tia de Jamie, Jocasta, finalmente se casa com Duncan Innes, superamigo de Jamie, há um assassinato no meio do casamento que será revelado durante a leitura, assim como segredos da família Fraser. Temos também o retorno do jovem Ian, o sobrinho / filho de Jamie, aquele que havia ficado com os indígenas em troca de Roger Mackenzie. Nesse caso, é exasperador pois terminamos o livro sem saber direito o que o fez voltar para a Colina Fraser.
Não podemos nos esquecer também do nosso vilão, Stephen Bonnet, que reaparece nesse livro, nos dando muito frio na barriga, porque parece que o cara tá em todas as coisas erradas que acontecem na América. Não dá para comparar Bonnet com o primeiro vilão da saga, Jonathan "Black Jack" Randall, a crueldade dos vilões é apresentada de forma singular.
Informações sobre os livros:
Outlander - A Cruz de Fogo
Editora Rocco
544 e 768 páginas, respectivamente
Acesse as resenhas dos demais livros da série Outlander: A Viajante no Tempo, A Libélula no Âmbar, O Resgate no Mar e Os Tambores do Outono.







