quarta-feira, 23 de novembro de 2016

OUTLANDER - A CRUZ DE FOGO

Continuando as postagens sobre a querida série Outlander, vamos encarar a resenha do quinto livro.
Aqui tive alguns problemas para encontrar o livro, já que a Editora Arqueiro ainda não lançou este volume (previsto para o início de 2017, de acordo com o Facebook da editora) então as traduções que encontrei pela Internet estavam horríveis  (sem exageros). Existe uma edição mais antiga pela Editora Rocco, mas não consegui encontrar uma tradução decente referente a esta.
Mesmo assim, pensei que uma tradução lixo não seria um problema para a pessoa viciada em Outlander (como ficar sem saber os próximos acontecimentos de Jamie, Claire e companhia?!), assim, "li" o quinto livro. Não tive acesso às partes separadas do livro, a tradução que utilizei era um único volume, por isso dessa vez não desmembrarei o livro.
Dito isto, acho que ficou claro que desvendar e entender a história foi complicado, então vou tentar fazer a resenha.
Os Frasers estão todos reunidos na Colina Fraser na América (aparentemente sem previsão de retorno para a Escócia ). Em um encontro dos clãs escoceses remanescentes, Jaime é convocado pelo governados da Carolina do Norte para percorrer o território em busca de homens capazes de combater um grupo de milícia conhecido como Reguladores (separatistas). Acho super legal como a autora consegue nos contar sobre os acontecimentos históricos, nesse caso, o pano de fundo que presenciamos é o início da Revolução Americana que culminará na independência dos Estados Unidos, bem como o relacionamento entre brancos e índios, nem sempre positivo.
Além da questão histórica vivenciamos o dia a dia dos personagens, as dificuldades de um tempo bem menos tecnológico do que o de Claire na década de 60, as invenções e descobertas daquele período (como o microscópio de Claire e suas tentativas de cultivo de penicilina) e as relações que perpassam por todos os sentimentos possíveis entre todos os personagens, principais e secundários.
Percebi que com o aprofundamento de outros personagens, como Brianna e Roger, as histórias envolvendo Claire e Jamie se tornam menos expressivas.
Assim, Jamie é retratado como o homem que ele cresceu para ser, um Lorde e grande proprietário de terras cujo objetivo é garantir a subsistência não apenas de sua família bem como de todos os seus arrendatários (número que aumenta consideravelmente nesse livro. Na verdade, são tantos personagens menores que é bem fácil de se perder nesse grande mar de nomes e conexões).
Claire se consolida como a curandeira da Colina Fraser e de todos os locais pelos quais passa. O interessante aqui é que ela não é mais vista como uma bruxa ou feiticeira maligna, mas como alguém de muita confiança de todos. Achei que a autora eclipsou bastante a personalidade forte de Claire, que se torna mais uma mediadora entre todos os conflitos da história.
A personalidade forte é transmitida para Brianna. E Roger se torna o braço direito de Jamie para lidar com arrendatários, Reguladores e com os fatos históricos que estão por vir e que são imutáveis, como Claire e Jamie sabem por experiência dolorosa anterior.
Como se trata de Outlander e de Diana Gabaldon, o dramalhão mexicano não falta. O caso mais marcante é o sumiço de Roger, capturado por seu antepassado Mackenzie que morava na América, sua execução na forca, salvamento e difícil recuperação física e psicológica.
A trama é toda cheia de mistérios. Para começar, a tia de Jamie, Jocasta, finalmente se casa com Duncan Innes, superamigo de Jamie, há um assassinato no meio do casamento que será revelado durante a leitura, assim como segredos da família Fraser. Temos também o retorno do jovem Ian, o sobrinho / filho de Jamie, aquele que havia ficado com os indígenas em troca de Roger Mackenzie. Nesse caso, é exasperador pois terminamos o livro sem saber direito o que o fez voltar para a Colina Fraser.
Não podemos nos esquecer também do nosso vilão, Stephen Bonnet, que reaparece nesse livro, nos dando muito frio na barriga, porque parece que o cara tá em todas as coisas erradas que acontecem na América. Não dá para comparar Bonnet com o primeiro vilão da saga, Jonathan "Black Jack" Randall, a crueldade dos vilões é apresentada de forma singular.

Informações sobre os livros:
Outlander - A Cruz de Fogo
Editora Rocco
544 e 768 páginas, respectivamente

Acesse as resenhas dos demais livros da série Outlander: A Viajante no Tempo, A Libélula no Âmbar, O Resgate no Mar e Os Tambores do Outono.



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

OUTLANDER - OS TAMBORES DO OUTONO

Mais um post sobre a saga Outlander. Dessa vez vamos falar sobre o 4° livro da serie: Os Tambores do Outono.
Preciso começar falando que o livro anterior (O Resgate no Mar - leia aqui a resenha) me deixou meio decepcionada por que eu esperava tãaaaaaaao mais de Claire e Jamie enquanto casal, que eu achei que não foi o suficiente. Assim como o terceiro livro, este também foi dividido em duas partes bastante substanciosas. Então, vamos ao relato da primeira parte.

Parte 1:
Como continuação do terceiro livro, neste Claire e Jamie estão na América, no Novo Mundo (pra começar minhas ressalvas começaram aí, gosto mais do enredo quando ambientado na Escócia,  acho que a mágica não é a mesma, mas vá lá) após um naufrágio. Jamie, Claire, Ian e Fergus estão completamente quebrados, tendo que contar trocados para conseguirem sobreviver.
Também somos apresentados ao novo vilão da história, "um tal" de Stephen Bonnet, pessoa que é ajudada por Jamie para depois lhe fazer mal, para começar em um assalto no barco que os levavam para River Run, moradia de sua tia Jocasta. A primeira vista, o fato parece totalmente independente do restante da história, mas a autora não deixa amarras soltas. Neste episódio, a aliança de Claire com Frank é roubada, informação de extrema importância para os próximos acontecimentos.
As coisas mudam quando conhecem a tia de Jamie, Jocasta, uma latifundiária vinda da Escócia 20 anos antes após a Batalha de Culloden, em fuga para que seu marido não fosse preso pela Coroa britânica e acusado de traição.
Como Jocasta não tem herdeiros vivos ela encarrega de Jamie de ajudá-lá a gerir seus negócios. Com isso Jamie passa a ter contato com a alta sociedade americana e acaba se envolvendo em em tramas políticas diversas.
Uma realidade completamente nova se apresenta para o casal, para começar Claire, uma mulher do século XX não consegue lidar bem com a questão da escravidão, parte normal do cotidiano da época especialmente nos meios mais abastados, frequentados por Jocasta, e agora por eles.
É nesse livro que surge a Colina Fraser, o lar de Claire e Jamie no Novo Mundo. Sabemos que Jamie opta por não ser o herdeiro de sua tia, e consequentemente, de trabalhar para ela em River Run, e assim surge este novo local. Mesmo assim, é bonitinho ver o empenho e o carinho de todos na construção desse novo lar.
No enredo do passado, temos a participação especial de de Lorde John Grey, grande amigo de Jamie e pai adotivo de nono Conde de Ellesmere (personagem apresentado no terceiro livro, filho de Jamie). Nem preciso dizer que Claire fica chocada ao ver o menino, afinal é a cópia de Jamie e de Brianna (parafraseando Game of Thrones, "the seed is strong").
Enquanto a história se desenrola no passado, temos a realidade de Brianna e Roger no futuro e assim vamos presenciando a formação de um novo casal na trama. Brianna mora nos Estados Unidos, enquanto que Roger permanece na Escócia, assim o relacionamento dos dois parece bastante distante, sendo feito basicamente por telefonemas e eventuais encontros.
Roger e Brianna fazem pesquisas para tentarem saber o que aconteceu Claire e Jamie no passado e ficamos sabendo que Roger encontra uma notícia que Claire e Jamie morreram (ou morrerão, depende do ponto de vista) em um incêndio em 1776. Como todo bom romance, o moçoilo esconde a notícia de Brianna, parte muito interessada no fato.
Não sei os outros leitores da saga Outlander, mas gosto tanto de Jamie e Claire que um outro casal me parecia desnecessário. Mas, como sou apenas uma leitora e não a escritora, eis que outro casal apareceu. Apesar de gostar dos personagens Brianna e Roger, queria mais aventuras dos Frasers "originais" (eu sei gente, meu post parece bastante conflitante, mas me sinto assim mesmo com relação ao livro, e sim, eu sei que não dava simplesmente para que Claire parisse e nunca mais ouvíssemos falar da filha dos dois personagens principais, mas acho que vou até o final da série batendo na tecla de que não deveria ter tido esse hiato de 20 entre os dois, e ponto. Diana que me açoite se assim quiser). Me pareceu muito diferentes os conflitos que apareceram para eles na América, enfim, o livro é bom mas me faltou alguma coisa, coisa que encontrei bastante nos dois primeiros livros

Parte 2: 
Bom, começamos a segunda parte com o desaparecimento de Brianna e Roger doido para encontrá-la, e assim, com um espaço de tempo considerável de uns 15 dias de diferença, ele finalmente entende/descobre que Brianna voltou no tempo em Craigh na Dun. Esse moço, como historiador, deveria ser mais ágil e saber que ela não ia querer ficar no futuro, afinal, por que facilitar a vida se podemos complicá-la? Eu super apoio Brianna, eu também gostaria de voltar no passado. Bom, o fato é que Roger a segue, e lá vai ele de volta para o passado.
Mais uma vez, eu, se fosse Brianna, iria para Lallybroch assim que chegasse no século XVIII, e é isso que ela faz. O encontro dela com sua tia é interessante, pois Laoghaire, a megera, estava em Lallybroch no exato instante do encontro. Apesar de toda a confusão, sua recém descoberta família, a ajuda a chegar até seus pais. No porto da Escócia, Brianna conhece Lizzie, uma menina raquítica que será sua dama de companhia durante a viagem e fará parte do cotidiano dos Frasers na América.
Quando Roger chega na antiga Inverness consegue uma vaga em um navio para América para trabalhar como forma de pagamento pela passagem. E quem é o comandante do navio? Tchanam: Stephen Bonnet, aquele da parte 1, que roubou Jamie e Claire. Independente, Bonnet leva Roger para a América em segurança e isso é o que importa.
Quando Brianna conhece Lizzie, ela não tinha ideia que a menina havia contraído malária, doença que incapacita seu portador com febres altas e muitas dores de tempos em tempos. E justamente por isso, a viagem de Brianna se deu mais devagar do que ela previra, assim, param em Wilmington para que a menina pudesse se recuperar. E é assim que Roger finalmente encontra com Brianna.
O encontro foi lindo, com muitas juras de amor até que Brianna entende que Roger só poderia saber seu paradeiro se soubesse de algo sobre seus pais, e assim ela descobre que ele sabia da notícia, e ai descobrimos que ela também sabia.
E como desgraça pouca é bobagem, Brianna encontra Bonnet e a aliança de sua mãe com Frank, seu pai adotivo. Determinada a ter a aliança de volta, ela se encontra com Bonnet, que a estupra. Gente, sério. Em que mundo essa menina vive? Até parece que um cara como esse faria algo sem esperar nada em troca, mesmo que fosse forçadamente.
Após "conseguir" a aliança e Lizzie ter melhorado de sua saúde, elas seguem em direção a seus pais. Ela finalmente encontra Jamie, que a leva para sua mãe. E Diana Gabaldon não para por ai no quesito drama: Brianna engravida! E quem será o pai?!
Quando Roger finalmente chega na Colina Fraser, é "super" bem recebido por um Jamie, pai, irado pela gravidez e desonra de sua filha. Roger apanha muito e Jamie o entrega para os índios. Quando Brianna descobre, uma briga imensa entre pai e filha acontece (olha os tambores ai, duas culturas, totalmente diferentes se encontrando não é uma coisa fácil), é revelado que talvez a criança não fosse de Roger e sim de Bonnet, e assim, Jamie, Claire e Ian partem para recuperar Roger. Enquanto isso, Brianna é enviada para River Run, para ficar com Jocasta, que tenta muito encontrar um marido para tentar aliviar a reputação de sua sobrinha.
Basta falar que não foi fácil recuperar Roger. Para que isso acontecesse um preço alto foi pago: Ian teve que ficar na aldeia. Não me pareceu que o menino achou ruim, afinal, ele havia se enroscado com uma garota da tribo. Vale a pena lembrar do retorno de um personagem querido, Lorde John Grey, que ao visitar Jocasta conhece Brianna e se tornam bastante amigos (noivos, inclusive).
Temos um momento de felicidade no meio disso tudo, ao descobrirmos que Stephen Bonnet foi preso. Momento por que Brianna acaba, sem querer, colaborando para que ele fugisse ao ter a brilhante ideia de jerico de ir confrontá-lo na prisão (com a ajuda de seu novo cúmplice, John Grey).
Roger, como todo bom machista, se afasta dos Frasers ao descobrir sobre Stephen Bonnet e Brianna, mas, como no fim o amor prevalece <3, ele volta para Brianna e o bebê.

Percebe-se que talvez tenha sido mais apaixonada ao falar da parte 2, e com razão, o enredo é bem mais parecido com os dos primeiros dois livros. Tem muita emoção, drama e, de certa forma, um final feliz na medida do possível.
Enfim, apesar de todas as mudanças lamuriadas por mim no decorrer deste texto, é necessário lembrar que Diana Gabaldon sabe escrever muito bem. Permanece fiel à sua característica do texto dramático, com vários acontecimentos ao mesmo tempo, sejam eles desgraças ou não. Sem contar todo o ponto de vista histórico que ela desenvolve, não foram pesquisas simples ou rasas, a história real é muito bem trabalhada e transmitida.


Informações sobre os livros:
Outlander - Os Tambores do Outono - Parte 1 e 2
Diana Gabaldon
Editora Arqueiro
544 e 504 páginas, respectivamente

Confira as resenhas dos outros livros da saga: A Viajante no Tempo, A Libélula no Âmbar e O Resgate no Mar

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

OUTLANDER - O RESGATE NO MAR

E lá vamos para o terceiro livro da saga Outlander.
Particularmente, gostei bastante do enredo apesar do lapso de 20 anos transcorridos que nunca será superado. A autora dividiu o terceiro volume em 2 partes. Então, para facilitar, farei como ela.

Parte 1:
De volta à Escócia em 1968, Claire Randall/Fraser procura por sinais de que seu grande amor, Jaime Fraser está vivo no passado em 1765 após a sangrenta Batalha de Culloden, que definiu os rumos da população escocesa a subjugando de vez ao domínio inglês.
Claire não está sozinha, conta com a ajuda de sua filha Brianna e de Roger Wakefield para descobrir se Jamie sobreviveu a Culloden.
Mesmo brava com a autora e a separação do casal, achei fofo pois enquanto as pesquisam aconteciam, a autora Diana Gabaldon foi mostrando a vida de ambos os personagens separados um do outro.
Sabemos da vida que Claire levou ao lado de seu primeiro marido, a descoberta da viagem pelo tempo e a concepção de Brianna, os vários atritos entre o casal, as traições (justificadas) de Frank, o relacionamento, muitas vezes distante, entre mãe e filha, sua carreira como médica, etc.
Ficamos sabendo também como foi a vida do traidor da Coroa inglesa Jamie Fraser, que não foi enforcado por uma questão de sorte, como sobreviveu nos arredores de Lallybroch, como se entregou para a Coroa e seus tempos de prisão (somos apresentados a um novo personagem bastante cativante, que terá papel secundário e esporádico daqui em diante nos outros livros, John Grey),  e sua vida como cavalariço de uma nobre família inglesa.
A artimanha da autora em conseguir narrar concomitantemente três histórias tão diferentes e ao mesmo tão conectadas faz com seja perceptível as dores e os conflitos de cada um dos personagens nesses 20 anos.
Finalmente Brianna e Roger encontram informações suficientes para provar que Jamie não morreu em Culloden e com essa nova (e tão esperada) informação os três personagens do tempo presente começam a preparar o retorno de Claire pela pedras para que ela finalmente se encontre com Jamie.
Adendo: Diana Gabaldon foi extremamente técnica e racional nesse ponto. Como da primeira vez em que voltou pelas pedras Claire foi pega de surpresa, a autora fez questão de narrar todos os trâmites percorridos pela personagem para não voltar despreparada e também para não deixar sua filha ao Deus dará. Então, acompanhamos desde a preocupação em fazer uma poupança para Brianna até a procura por uma roupa da época, por moedas antigas e o último paradeiro de Jamie.
E assim nossa heroína volta pelas pedras. A última coisa que sabiam sobre Jamie é que ele agora moraria em Edimburgo trabalhando como um dono de gráfica.
Confesso que fiquei super de decepcionada com o encontro dos dois. Esperava alguma coisa mais cheia de paixão e o que tive foi um Jamie surpreso por ter reencontrado mulher que para ele era apenas uma memória.
Os dois ficaram beeeem sem jeito depois de um hiato de 20 ano no relacionamento e daí pra frente eu só queria que eles se acertassem o mais rápido possível. Sério,  fiquei bem desesperada.
ENTRETANTO, após o primeiro encontro, o casal não consegue viver uma vida sossegada, e ai a trama se desenrola com as novas aventuras de Claire e Jamie e os dois tentando se reconectar como casal.

Parte 2: 
Apesar de ter amado o reencontro de Claire e Jamie, de ter conhecido novos e amados personagens, confesso que depois da Batalha de Culloden, continuo gostando dos livros, mas um tanto chateada pois gostava muito de como a história se desenvolvia na Escócia. E nesse livro, temos o início de uma grande mudança na trama, que influencia todos os próximos livros.
A volta de Claire ao passado não acontece tranquilamente, especialmente para a família de Jamie, que acreditava que ela estava morta. Jamie, havia se casado com Laoghaire  Mackenzie (aquela mesma, do volume 1, que amava Jamie de paixão em Leoch) por intermédio de sua irmã Jenny. Para conseguir anular seu casamento, Jamie se compromete a pagar uma quantia mensal para Laoghaire e ai temos toda a trama deste livro.
Jamie sabia de uma quantia de dinheiro que havia sido supostamente enviada pelo rei Luís da França (oui, aquele do livro 2, que conseguiu o perdão de Jamie pela Coroa inglesa por um preço bastante peculiar) para seu primo Charles Edward, o pretendente ao trono inglês (sim, aquele do volume 2, o responsável pela Batalha de Culloden) para auxiliar na sua tarefa.
Para pegar o dinheiro, escondido em uma pequena ilha, contam com a ajuda do jovem Ian Murray, filho de Jenny. Quando na ilha, Ian não retorna, é sequestrado juntamente com o dinheiro, dando início à história do livro. Jamie e Claire, desesperados para conseguir seu sobrinho de volta, partem ensandecidamente atrás dele. Porém, até que consigam um barco para perseguir aquele que sequestrou Ian, o menino já está longe. Mesmo assim, eles embarcam em direção à América para resgatar o garoto.
Durante os percalços, Claire e Jamie se reconectam enquanto casal (nhoin!!!). A autora escreve de uma forma que o leitor percebe que estabelecer esses laços novamente não é fácil para nenhum dos dois, especialmente se levarmos em conta que há muito da vida pregressa de ambos que eles não sabem, sejamos sinceros, mais da parte de Jamie do que de Claire!
Diana Gabaldon, mais uma vez, não consegue fazer um livro curto e apesar de ser rápido de ler (já que a história te prende muito), é necessário muita concentração por que temos contato com muitas histórias diferentes ao mesmo tempo, que no final se ligam e conseguimos entender todos os detalhes da história.

Para refrescar a memória, confira também a resenha dos outros volumes da série Outlander: A Viajante do TempoA Libélula no Âmbar.
Informações sobre o livro:
Outlander - O Resgate no Mar - Parte 1 e 2
Editora Arqueiro
595 e 556 páginas, respectivamente

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

OUTLANDER - A LIBÉLULA NO ÂMBAR

Mais uma postagem sobre a Série Outlander! Avancemos para o segundo livro.
Achei tão bom quanto o primeiro e segue basicamente a mesma receita do dramalhão mexicano, com direito a bruxaria, duelos, cabeças rolando e separações (adoooooro!).
A história me assustou no início, pois Claire Fraser voltou pelas pedras em algum momento entre o fim do primeiro livro e o início deste, então, a história começa 200 anos depois, em 1965. E ficamos assim: cadê Jamie Fraser????
Confesso que fiquei bem brava com essa ideia da autora, afinal gostamos do casal Fraser juntinhos, né! A partir dai, vemos que Claire volta para a Escócia com sua filha Brianna (com Jamie). Brianna não foi criada pelo pai biológico obviamente; quando Claire volta pelas pedras ela está grávida e seu primeiro marido, Frank a aceita de volta e cria a menina como se fosse sua filha.
Não gostei dessa parte. O livro melhora quando Claire faz a retrospectiva do que aconteceu entre ela e Jamie até o seu retorno pelas pedras. Essa parte da história é bem interessante, por exemplo, durante um bom tempo Claire e Jamie se mudam para a França de Luís XV e passam a frequentar a corte do rei e se envolvem em várias tramoias palacianas, típicas da época. Nesse momento, também, Jamie passa a tentar impedir o levante jacobita que resultará na Batalha de Culloden ao se aproximar de Charles Stuart, o herdeiro ao trono inglês.
Acho que a autora come bola nesse quesito, ao colocar Jamie como pessoa próxima do rei francês. Diana Gabaldon sempre deixou claro o passado de Jamie como filho de um bastardo e parente de um líder de clã, sua terra não era tão importante assim para a Escócia, e por mais que tivesse direito ao título de Lorde Broch Tuarach, duvido muito que um lorde de uma terra agrícola e colonizada pela Inglaterra se destacasse na corte urbana dos Luízes da França. Mas tudo bem, historicidades a parte, o enredo é legal.
Graças ao rei Luís XV, Jamie consegue o perdão da Coroa Britânica e ele e Claire voltam para a Escócia. Nessa altura do campeonato o casal já entendeu que não há maneira de dissuadir Charles Stuart de retomar o trono inglês, assim decidem se juntar de vez à causa jacobita. Como já sabem do resultado da Batalha de Culloden se esforçam ao máximo para melhorar as condições do exército de Stuart para tentarem ganhar a Batalha, o que, lógico, não acontece, uma vez que a história já está escrita e é inalterável, portanto.
No dia da Batalha, Jamie leva Claire para as pedras, e a obriga a voltar para que ela e a criança ainda não nascida fiquem em segurança com Frank e é o que acontece. Várias lágrimas caíram nesse momento da despedida dos dois.
Em Culloden, Jamie enfrenta seu velho rival Jonathan "Black Jack" Randall, e como todos torcemos por Jamie, ele finalmente consegue sua vingança. Temos também a morte de um personagem muito querido, o padrinho e anjo da guarda de Jamie, Murtagh (mais lágrimas).
Na Escócia atual, outra trama paralela se desenvolve envolvendo Brianna e Roger, o filho adotivo do reverendo da cidade de Inverness. Apesar do climinha que rola entre os dois, nada nesse sentido acontece, já que todos estão preocupados em entender se a história de Claire é real ou não. Graças a uma personagem super polêmica, a história se comprova e dá espaço para a existência do terceiro livro.

Sobre o livro:
 Outlander - A Libélula no Âmbar
Editora Arqueiro