quarta-feira, 8 de março de 2017

OUTLANDER - ECOS DO FUTURO

Demorou, mas terminei o livro.
Como havia postado anteriormente, eu, particularmente, não via nem porque nem como prolongar a história ainda mais. O final do sexto volume foi bonito e para mim tava legal se aquele fosse o o ponto final. Porém, Diana Gabaldon (diva) conseguiu! São dois volumes, porém, vou misturar as informações em apenas uma postagem. Assim, vamos começar pelos nossos personagens favoritos: Jamie e Claire.
Eles realmente tentam voltar para a Escócia e se eles conseguissem não haveria motivo do livro existir. São atacados por piratas e acabam sendo obrigados a permanecer na América. Jamie, óbvio, acaba se juntando ao exército rebelde e participando de várias batalhas da independência norte-americana. Claire, Ian e Rollo o seguem por todos os lados, claro. Até que, por motivos de força maior, o trio finalmente se vê de volta à Escócia.
O retorno é um episódio interessante, pois não me senti propensa a gostar de Jenny como gostei nos primeiros livros  (provavelmente por causa do casamento de Jamie e Laoghaire arranjado por ela), mas ela também não demonstra muita simpatia por Claire. O querido personagem de Ian Murray pai está doente, a beira da morte. E acabamos presenciando isto também.
Claire e Ian voltam para a América e Jamie permanece na Escócia até a morte do amigo, o que não demora muito para acontecer. Quando isto acontece Jamie finalmente retorna para a América com sua irmã a tira colo.
Vejamos o que acontece com o outro casal adorável da saga, Brianna e Roger, que no livro anterior voltaram pela pedras para o futuro devido à doença da pequena Amanda, que aparece curada e bem juntamente de seu irmão Jemmy. A história do futuro é bem interessante, senti falta que esses personagens aparecessem mais vezes.
Nesse núcleo da história a autora reproduziu com fidelidade as aflições dos casais da década de 70, em que as mulheres começam a ocupar o mercado de trabalho e as tensões que isso acarretava em seus casamentos. Roger me parece bem machista nesse ponto; entretanto, se analisarmos bem a situação dele, essa viagem pelo tempo alterou completamente aquilo que ele havia planejado para sua vida do século XVIII, que era ser um pastor.
O casal também conhece os novos habitantes de Inverness, por que é em Lallybroch que eles vão morar.
Um desses personagens tem papel fundamental na história, e que só fica completamente explicado ao fim do livro. Não se trata de um herói, ao contrário. Cameron sequestra Jemmy, fato que descobrimos em um pesadelo de Amanda (aparentemente as crianças são sensitivas com relação um ao outro).
Lógico que não sabemos o final dessa história ainda, Diana Gabaldon conseguiu colocar essas informações somente no próximo volume.
Também passamos a conhecer o filho mas novo de Jamie, William (aquele que ele teve com Genevra Dunsany no terceiro livro, quando ainda cumpria uma pena branda por sua participação em Culloden).
O menino é um oficial inglês (apesar de não parecer, por que achei ele meio tonto, ingênuo demais), e aprendi a gostar dele justamente por ser meio desengonçado e bobo mesmo, apesar do tamanho. Logo no começo da história ele e Ian se aproximam e ambos conhecem os Denzel e Rachel Hunter, irmãos quaker que seguem o exército continental, ajudando no tratamento dos feridos.
Tanto Ian quanto William se apaixonam por Rachel e esperamos mais de 1000 páginas para ver com ela decide ficar! 
Como William é um personagem bastante recorrente, reencontramos também o doce Lorde John Grey, que aqui aparece como pai cuidadoso, tio presente e preocupado e amigo leal (até demais, especialmente no que diz respeito aos acontecimentos após a suposta morte de Jamie).
Fergus e Marsali  e sua pequena prole também aparecem, não do jeito que deveriam, uma vez que uma parte da trama diz respeito ao próprio Fergus, que aparentemente, é filho de um rico nobre francês, o conde de St. Germain (siiim, aquele que lá do segundo livro que adorava atrapalhar os Frasers na França).
Por último, porém, não menos importante, Arch Burg. Pois é, o velho reaparece em busca de Ian e de sua vingança pela morte de sua esposa. Não quero contar como termina esse acerto de contas, mas o triângulo amoroso Ian-Rachel-William põe uma pedra nessa história.
Enfim! Diana Gabaldon fez algo inimaginável para mim: conseguiu prolongar a história da saga Outlander sem deixar tudo muito cansativo e, como sempre digo, sem deixar ponto sem nó. A narrativa é muito bem construída e cadenciada e o fim do livro é totalmente inconclusivo o que significa que este não é o fim.
Como sei que não vou conseguir esperar pela impressão do oitavo volume, já andei fuçando pela rede e encontrei uma tradução bem razoável. Então, até daqui 1000 páginas novamente!

Sobre o livro:
Resultado de imagem para ecos do futuro 
Outlander - Ecos do Futuro
Editora Rocco
496 e 448 páginas respectivamente

9 comentários:

  1. Não consigo encontrar este livro em lugar algum! Tem alguma dica? Obrirgada

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  2. olá, estou super ansiosa para saber a continuação... onde encontro a tradução do outro livro. Qual é o nome do livro. Pleaseeeee

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    1. Escrito com o sangue do meu próprio coração. Sem tradução para o português, ainda.

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  3. Olá, estou alucinada querendo encontrar os livros 7 e 8 da saga, pode me passar onde encontrar, já liguei em sebos, nas editoras e nadaaa... nem a net consigui.

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  4. O volume 2 acaba sem sentido. Vem a continuação?

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    1. Sim, este fim não tem sentido, Aliás, não tem fim nenhum.

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  5. Olá, onde conseguiu, na rede, o livro 8? Obrigada.

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  6. Olá,sabe quando terá a tradução do livro 8?

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